sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fichamento e Atividade - Interação Humano-Computador - Capítulo 5: Identificação de Necessidades dos Usuários e Requisitos de IHC

Este capítulo fala, basicamente, da coleta de dados que são relevantes para um projeto e como fazer essa coleta, os métodos e as melhores formas de realizá-los.

"(...)Os requisitos do usuário se referem tanto aos objetivos dos usuários que o produto deve apoiar, como características e atributos que um produto deve ter ou de que maneira deve ser comportar, do ponto de vista do usuário (Courage e Baxter, 2005).(...)"(p132)

Os requisitos são as características que o designer deve pesquisar para saber o que o usuário irá precisar e como cada ponto irá trabalhar de acordo com a funcionalidade.

"(...)O principal erro cometido por uma equipe de design é prescindir do estudo ou pesquisa inicial para a coleta de dados e prosseguir diretamente para realizar a análise com dados incompletos, inválidos, corrompidos ou pouco confiáveis (Courade e Baxter, 2005)(...)"(p132)

Não se pode começar um projeto sem que todos os dados relevantes sejam devidamente pesquisados e analisados, partir apenas de suposições para fazer um trabalho, é muito arriscado, pois vários pontos fundamentais que uma pesquisa detalhada deixaria claro podem passar despercebidos. 


A coleta de dados deve ser bem cuidadosa, objetivos devem ser bem traçados e vários pontos devem ser observados, dentre esses pontos, Sharp e coautoras destacam alguns:
  • Definição dos objetivos da coleta de dados: "(...)A definição dos objetivos envolve identificar as razões para coletarmos dados.(...)Os objetivos da coleta de dados determinam quais dados devem ser coletados e quais técnicas de coleta de dados podem sr utilizadas.(...)"(p133)
  • Relacionamento com participantes: "(...)Os participantes que fornecerão os dados devem ser informados sobre os objetivos e consentir com a sua coleta, com as condições de privacidade e anonimato previstas, com a forma como os dados serão utilizados, por quem e para quê.(...)"(p133)
  • Triangulação: "(...)A triangulação é uma estratégia de utilizar mais do que uma técnica de coleta ou análise de dados para obter diferentes perspectivas e confirmar as descobertas, permitindo obter resultados mais rigorosos e válidos.(...)"(p133)
  • Estudos-piloto: "(...)Um estudo-piloto é uma pequena prévia do estudo principal, com o objetivo de assegurar que o estudo é viável e permitirá coletar os dados desejados e realizar as analises planejadas.(...)"(p133)
"(...)É importante observar que qualquer pessoa envolvida num estudo-piloto não deve estar envolvida no estudo principal, pois essas pessoas saberão mais sobre o estudo e poderão distorcer os resultados.(...)"(p134)

Quando um pesquisador quer fazer uma análise com usuários sobre um novo produto, se os usuário já tiver alguma carga de conhecimento a respeito do produto, esse conhecimento prévio pode acabar influenciando no resultado, o que pode não ser interessante pra pesquisa.

"(...)Em geral, são coletados dados sobre o próprio usuário, dados sobre sua relação com tecnologia, sobre seu conhecimento do domínio do produto e das tarefas que deverá realizar utilizando o produto.(...)"(p134)

Uma série de diferentes tipos de dados devem ser coletados do usuário na pesquisa, desde a experiência que o usuário tem com tecnologia até o tipo de ambiente e que ele usará o sistema desenvolvido. Cada pesquisa tem um conjunto de dados relevantes e cabe ao pesquisador identificar corretamente cada caso.

"(...)Um aspecto importante da coleta de dados definir quem fornecerá qual tipo de informação.(....)"(p135)

Os dados devem vir de fontes que realmente serão afetadas pelo sistema, que possam fornecer respostas válidas e representativas para o que será desenvolvido.

Há várias formas de conhecer e aprender mais sobre o produto que será desenvolvido, entre elas, temos feedback dos usuários, arquivos de log, análise competitiva e pesquisa geral.

"(...)É de responsabilidade da equipe de design proteger o bem-estar físico e psicológico dos participantes de qualquer estudo, pesquisa ou análise realizada (Johnson, 2001)(...)"(p139)

A equipe que conduzirá a pesquisa deve ser bastante cuidadosa com a maneira que tratará os participantes, pois apesar desses participantes terem assinado contrato, não se pode esquecer que estão lidando com pessoas. Alguns princípios devem ser seguidos como principio da autonomia que fala sobre o consentimento dos participantes em participar da pesquisa, o princípio da benevolência que é sobre os riscos e benefícios que envolvem a pesquisa, o princípio da não maleficência que envolve a questão de evitar danos e o princípio da justiça e equidade que diz respeito à importância da pesquisa e o que os participantes irão ganhar com ela.

A partir desses princípios, algumas diretrizes são sugeridas para pesquisas e avaliações de sistemas:

  • Explicar objetivos;
  • Confidencialidade e a privacidade;
  • Anonimato;
  • Permissão para gravar;
  • Consentimento livre e esclarecido;
  • Conforto dos participantes;
  • Direito e a liberdade de se recusar a participar;
  • Autonomia;
  • Incentivo.
Por último, o capítulo fala de algumas técnicas de coleta de dados, que variam de acordo com tipo de dado que o designer deseja obter, com os objetivos do projeto e com a disponibilidade dos participantes. Dentre as técnicas de coleta, as mais utilizadas são:
  • Entrevista.
  • Grupos de foco.
  • Questionários.
  • Brainstorming de necessidades e desejos dos usuários.
  • Classificação de cartões.
  • Estudos de campo.
  • Investigação contextual.

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